A Unidade do Intelecto contra os Averroístas

Em cinco capítulos, São Tomás de Aquino refuta a interpretação que os averroístas propuseram do tratado de Aristóteles intitulado «De Anima». Neste tratado, Aristóteles designava por «intelecto potencial» (ou «possível») a faculdade de adquirir formas inteligíveis novas a partir da experiência sensível. Ora, Averrois via no intelecto potencial uma realidade única para todos os homens e, portanto, radicalmente separada das almas individuais. Considerando esta interpretação incompatível com a doutrina cristã da imortalidade da alma individual, São Tomás de Aquino afirma aqui a identidade do intelecto e da alma, a qual deve ser compreendida, em conformidade com o que indica Aristóteles, como acto e forma do corpo. Assim, o intelecto é próprio de cada um e, mesmo se está intimamente ligado ao corpo, sobrevive-lhe eternamente, devido à sua natureza supracorporal. Este tratado, de carácter nitidamente político, teve a sua importância no largo debate sobre a definição da alma e das suas relações com o corpo, que agitaria a segunda metade do século XIII.

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O preço original era: 20,90 €.O preço atual é: 18,81 €.

detalhes
ISBN: 9789724420509
Idioma: Português
Capa: Mole
Páginas: 230
Sub-tema:
Sinopse

Em cinco capítulos, São Tomás de Aquino refuta a interpretação que os averroístas propuseram do tratado de Aristóteles intitulado «De Anima». Neste tratado, Aristóteles designava por «intelecto potencial» (ou «possível») a faculdade de adquirir formas inteligíveis novas a partir da experiência sensível. Ora, Averrois via no intelecto potencial uma realidade única para todos os homens e, portanto, radicalmente separada das almas individuais. Considerando esta interpretação incompatível com a doutrina cristã da imortalidade da alma individual, São Tomás de Aquino afirma aqui a identidade do intelecto e da alma, a qual deve ser compreendida, em conformidade com o que indica Aristóteles, como acto e forma do corpo. Assim, o intelecto é próprio de cada um e, mesmo se está intimamente ligado ao corpo, sobrevive-lhe eternamente, devido à sua natureza supracorporal. Este tratado, de carácter nitidamente político, teve a sua importância no largo debate sobre a definição da alma e das suas relações com o corpo, que agitaria a segunda metade do século XIII.

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