A Transformação da Democracia

Sociólogo e economista italiano. A formação de base de Pareto foi na área da engenharia, que nunca abandonou. Ficou conhecido como o fundador da aplicação da matemática à análise económica. Como economista, a sua notoriedade deve-se em grande medida à introdução do instrumento analítico das ‘curvas de indiferença’, vulgarizado a partir dos anos 30. Considerando que a economia lidava apenas com uma dimensão da ação humana, Pareto viu na sociologia uma possibilidade de alcançar o que a economia não explicava: as ações não lógicas. Toda a sociologia de Pareto deriva da sua perspetiva dualista da sociedade, onde encontraríamos indivíduos com qualidades superiores na sua esfera de atividade – a elite – e os restantes – a não elite. A elite tenta acentuar a sua posição social e vai mesmo desenvolvendo as suas capacidades para dirigir os outros, ainda que através do uso da força ou da fraude. As massas não são capazes de melhorar a sua situação a não ser os seus membros privilegiados capazes de utilizar as capacidades de que dispõem para subir até à elite. Trata-se, portanto, de uma ‘circulação de elites’ e não da ascensão das massas como tal, podendo existir transferências de poder entre elites mas não entre classes.

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O preço original era: 17,90 €.O preço atual é: 16,11 €.

detalhes
ISBN: 9789896942687
Idioma: Português
Capa: Mole
Páginas: 132
Sub-tema:
Sinopse

Sociólogo e economista italiano. A formação de base de Pareto foi na área da engenharia, que nunca abandonou. Ficou conhecido como o fundador da aplicação da matemática à análise económica. Como economista, a sua notoriedade deve-se em grande medida à introdução do instrumento analítico das 'curvas de indiferença', vulgarizado a partir dos anos 30. Considerando que a economia lidava apenas com uma dimensão da ação humana, Pareto viu na sociologia uma possibilidade de alcançar o que a economia não explicava: as ações não lógicas. Toda a sociologia de Pareto deriva da sua perspetiva dualista da sociedade, onde encontraríamos indivíduos com qualidades superiores na sua esfera de atividade - a elite - e os restantes - a não elite. A elite tenta acentuar a sua posição social e vai mesmo desenvolvendo as suas capacidades para dirigir os outros, ainda que através do uso da força ou da fraude. As massas não são capazes de melhorar a sua situação a não ser os seus membros privilegiados capazes de utilizar as capacidades de que dispõem para subir até à elite. Trata-se, portanto, de uma 'circulação de elites' e não da ascensão das massas como tal, podendo existir transferências de poder entre elites mas não entre classes.

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